dois acordes
Há horas tão lentas que moem mais do que a saudade,
Horas de dias intermináveis,
Horas de noites incompletas,
Horas mais densas que as arvores na floresta,
E as gargalhadas da lua entre as nuvens como que abençoando o momento.
Há horas vociferadas pelos deuses e pela razão,
Horas sem nada completas de presença,
Horas abastadas de solidão mais claras que as manhãs de verão,
Horas desorganizadas como o silencio da minha garganta,
Já não consigo sequer juntar dois acordes, mesmo menores.
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