livro aberto a uma ilha
Sou como um livro que não se abre,
Um livro que se descerra e não se lê,
Indecifrável,
Com palavras feitas de letras sem sentido,
E a quem o sentido não oferece o céu,
Mas as estrelas, incoerentes, beijam-se e dançam desgarradamente,
O sentido agudo do sentir.
Sou como uma peregrinação pagã,
Sem deus e sem altar,
Sou a mais louca correria de um cansaço disforme de luz,
Sou um amontoado de mim,
E um livro aberto a uma ilha.
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