Se nas minhas palavras nem existes

Nunca vou esquecer o teu olhar de versos e dor,


Os teus olhos prontos de partida,


Pressentindo a impossibilidade de ficar.


 


Viverás em mim definitivamente,


Como se não tivesse existido fim,


Mergulhado no meu peito secretamente.


 


O teu nome rebolou na ponte sobre o rio,


Vinculada presença incapaz,


Ausência crassa permanente.


 


E a quem falo eu do que sinto?


Nos meus dias disfarçados de acenos,


Se nas minhas palavras nem existes.

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