A paz adiada

Sonhei que as prisões se tinham aberto nos corações de quem olha para os iguais como diferentes.


 


Sonhei com reciprocidade do abraço entre a gente. Entre gentes.


 


Sonhei com uma linguagem universal e as mãos dadas sob as lágrimas.


 


Sonhei acabar com o capital, com a religião, e, plantar flores no peito de todos os seres.


 


Despertei !


No mar abundava uma tempestade de razão em cada ser, como se fossem os únicos habitantes do sonho.


 


A paz ficou adiada por pensamento indeterminado.


 

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