coração
Nunca entendi os humanos ou nunca fui entendido. Já o mar, a lua grande da noite passada, o vento, o som da bicharada no mato, o desfiladeiro, o rio e a imobilidade da paisagem entendem-me, como se de mim fossem, prolongamento.
Os mais gostados pelo meu coração e os amigos que partiram, não compreendem o meu fascínio e a minha alma. As paisagens salpicadas de natureza, a perfeição de cada folha ou grão de areia, pertença do seu local e não a outro lugar qualquer, não me falham.
Já a humanidade despertence-me cada vez mais e existe a forte possibilidade, de um coração sangrar no esquecimento, de por quem o meu coração sangrou.
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