em nenhum lugar
Rabisquei uma flor,
Uma gaivota,
E a paz segurada num sorriso,
Sobrou o ódio.
Sobrou tudo e restou nada.
Já dancei com mulheres,
Irmãs do meu igual,
E na escola,
Na cadeira junto à minha,
Deu-me a mão o irmão que a minha pátria acolheu.
Desenhei olhos negros,
E belas mulheres,
Defendi habitação e igualdade,
Pintei de escuro o racismo,
E ergui o punho pela liberdade.
Morremos todos mais um pedaço,
Sem desculpa ou ajustamento,
No nome que tem a palavra,
Assassino,
Porque nenhum profeta desenhou a guerra.
Porque em nenhum lugar foi construído,
O lugar que jihad executou,
Pela paz,
Pelo direito,
Pela vida.
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