Excerto de palavras desconstruídas por ver o sol um dia_II

O sol brilhante embacia os meus olhos. Não te vejo. Não te sinto. As palavras são meras letras amontoadas sem sentido, quase que me sinto alienado, esta loucura é equacionada, com um:


- será que estou mentalmente são?


 



Entra-me pela alma adentro a minha verdade e a tua, sabendo eu, que não existem duas verdades para a verdade, questiono as palavras que silencio.


 


Mil vezes pensei em morrer desta vida descontinuada e, mil vezes regressei pelo sentido que queria que as palavras tivessem. Perdi sempre. Perdi-me sempre na floresta do meu entendimento.


 


Também ganhei. Ganhei na solidão que me enche, ganhei-me nos luares que decifro, ganhei-me nos acordes que dedilho, ganhei-me no desentendimento das palavras no condicional, ganhei-me no entendimento transumano, ganhei-me em humanidade, ganhei-me nos abraços dos amigos e na selecção natural, feita pelo entendimento do sentido das palavras.


 


Não existe uma mentira e uma verdade para a verdade, não existem duas verdades para a verdade.


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