Já fomos um País de poetas que sonhou com a liberdade
Já fomos um País de poetas que sonhou com a liberdade.
Já estivemos voltados de costas com costas, de peito com peito.
Já tivemos traidores nas nossas esquinas que escutavam a liberdade e bufavam.
Já tivemos presos torturados por proclamarem pão para os filhos.
Já tivemos analfabetos por falta de possibilidade de aprenderem a ler e escrever.
Agora temos doutores analfabetos que não lêem emocionalmente o povo que castram.
Amanhã há eleições. Mais de metade de nós não vai votar, não diz o que sente, não canta o sonho dos poetas.
Eles vão. Vão todos para se auto elegerem, não falta nenhum.
Temos um Abril quarentão de pseudo liberdade.
Temos um abril de 48 anos de ditadura.
E entre eles existem diferenças?
Claro que existem. Mas ainda existem muitas semelhanças, demasiadas semelhanças, mais do que deveria existir.
Já fomos um País de poetas que sonhou com a liberdade.
Eu vou morrer com o sonho dentro de mim.
Irei votar no meu sonho de liberdade e igualdade.
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