Não sei o que julgo saber
Não sei o que julgo saber. A vida são palavras esvoaçadas de boca em boca. Os meus sonhos são como voos de pássaros que me trazem a claridade das manhãs.
As palavras sepultar-me-ão numa oração encomendada pelo meu corpo. As palavras pesam como o mar e sabem-me como o orvalho cristalizado nas flores amanhecidas.
As palavras são densas como as montanhas. Nas palavras existo. Nas palavras subsisto e entendo o que julgo saber e não sei.
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