19_nov_15
A minha filha nasceu ontem. Tem hoje um dia, mais os anos que já tem.
Concedeu-me, como se “com ceder”, fosse um acto único de um homem só, com e “cedeu-me”, todas as respostas às perguntas que fiz, "com se deus-me” me albergasse nela.
Entre a neblina suave que acordou com o fim do dia, apertei o seu peito de encontro ao meu, e disse-me a mim mesmo, num tom que eu nunca ouvira antes. Para sempre. Numa despedida permanente e adiada … parti mas fiquei, renascido horas depois, num 6 de dezembro do século passado.
É assim que o consigo descrever … meio confuso, meio baralhado, embarga-se-me a voz de emoção, embargo-me na recordação.
Obrigado filha maior do que tudo.
Comentários
Postar um comentário