A dor é um estado de alma
Nasceu uma fonte em mim. Uma colina. Uma bolina antes do vento.
A vontade transpira-se-me no momento extasiado que sonho ser eterno. Os sonhos são sempre exequíveis desde que sonhados.
Ontem, o hoje era um sonho.
Antes, os sonhos foram quimeras, devaneios, congeminações energéticas, delírios, estrelas e entressonhos.
Uma não estória é um esboço romanceado, um soneto, uma travessia, um lugar no mundo, um assento da alma.
A dor é um estado de alma, um alarme do âmago, um pré-reencontro com a vontade, a impossibilidade de abraçar a ausência e o desejo.
Um acorde é o sustento de uma clave de sol, o sentido existencial de uma pauta onde gravo o teu nome. É como uma gota de chuva antes da enxurrada, é como uma sinfonia feita de gestos de enlaço, cheiros, bocas, olhares, fusões desnudadas e sentidos.
Aclara-se-me a palavra amor como uma farpa na mente. O amor é simples, e por tão simples ser, não o entendo. O amor não é representado matematicamente de uma forma racional e logica, não tem algoritmo, derivada, matriz, primitiva, estatística não paramétrica, equação de terceiro grau, o que quer que seja. O amor, de tão simples ser não poderá nunca ser complexo. Mas e ilógico. Irracional.
A forma mais próxima de entendimento do amor que conheço está na poesia.
Na saudade.
Na vontade.
Na dor.
Na cama desfeita.
No caminho.
Nas mãos dadas.
Na hora da chegada.
Nos cabelos soltos ao andar.
No sorriso.
Na cumplicidade.
No olhar.
No querer mais do que bem-querer.
No ser criança.
Nas palavras
Na dança.
Nos beijos, nos beijos, nos beijos
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