... as desculpas e os enganos são como os enganos e as desculpas, são uma vontade férrea de me enganar desculpando-me, desculpando-me com os enganos ...
Após 20 de blog sapo chegou a hora de "exportar" este acumulado de palavras para o blogger. O mesmo proposito, ir desabafando por aqui as palavras que me sobram. Para trás ficaram os seguidores e quem eu seguia que não transitaram para esta nova plataforma, erro meu má fortuna 😉 ou impossibilidade, nem percebi. Vamos "escrevinhando"!
Nunca mais a quietude será a mesma nesta alvoraçada esperança, a encomenda do silêncio extraviou-se, o pensamento já não tem tempo para além daqueles quinze segundos de impaciência, e a opinião dos outros escarrapachada na página das caras com um bom estrangeirismo a acompanhar, as nossas palavras estão a adoecer, a desusar-se, escrever chama-se “post”, e conversar, publicar. A encomenda do silêncio e do pensamento não me chegou, o pai natal foi um filho da puta.
Um jogador de vermelho, evoca a cor do outro que veste de branco. O negro reclama igualdade, os entendidos em raças, em danças e ofensas e em: “o meu clube não, que até tem gente da mesma cor numa estátua em frente ao campo de jogo”. Todos lançam dissimuladas formas de ajuste, entendimento, aceitação, de um tema que se não fosse tema, não daria azo a dois minutos de conversa. Na verdade, é um tema. O racismo não é sobre a aceitação de cor de pele do outro, é muito mais sobre o ascendente de superioridade que uns julgam ter sobre outros humanos feitos da mesma massa, quiçá abençoados por deuses diferentes, mas iguais. É difícil e fácil na mesma medida, entender e aceitar a igualdade. Começa entre mim e o outro, e alarga-se em círculos, até que a cadeia entre em falência, quase sempre por interesses patrimoniais. A história é a história, mas na verdade é presente, e a nossa história é carregada de quebras de círculos e açambarcamentos patrimoniais, daí tantos entendidos sobre cores. Viva...
Comentários
Postar um comentário