Inspirado em Luíz Pacheco com o Z,e em mim a acabar em dilium
Inspirado em Luíz Pacheco com o Z,e em mim a acabar em dilium
Ele há coisas!
E assim me deslumbro do poder espiritual que diariamente me é devolvido e enviado. Esta coisa do espiritual, em mim, vale o que vale. Vale coisa nenhuma, contudo, quando me ponho a somar as peças, vale em mim uma vida. A minha vida. Os sinais, no fundo são a confirmação da minha intuição. Fico feliz pela forma como aprendi a sentir. A minha intuição é a minha espiritualidade.
Prevejo hipocrisia em discursos fingidos e perfeitos, desconfio sempre da perfeição, gera confusão aos meus defeitos.
Esta coisa de mostrar para esconder, adivinho-as nas contradições, atento e pensante, detecto-as. Prevejo marés de afectos fora de época. Antecipo inícios e finais, traições e desencantos, esquizofrenias teatrais.
De onde eu venho, ainda a tempestade por lá existe, não se apagou. Ainda por lá baloiça a maldade e a humilhação, e os mortos só saem de lá nus. Tudo se pode trocar na guarita verde do bairro esculpido a corpos magros e olhares desencantados e negros. Por lá, não existe paixão. De onde eu vim deu-me a vida, a escola, a faculdade, o ensinamento, os amigos e a presença.
Bendita intuição minha última unção do dia em que me devolvi a esta sanidade, e o deserto não me fez recuar.
Hoje brilho entre as lágrimas e os sorrisos, como o libertino que se passeou por Braga, a idolátrica e o seu esplendor, que afirmava acertadamente amanhã morrerás.
Nada mais verdade. Num amanhã qualquer morrerás, morreremos, apodrecidos de uma vida não vivida, ou não.
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