Sou eu a minha insónia
A norte a madrugada,
Os teus lábios sôfregos,
A saudade magoada.
Deslembrei a cor da tua voz e o timbre do teu olhar,
Já só a dor de partir,
Me enche a alma.
Nada tem a ver com o amor,
Nem a solidão, nem a melancolia,
Nem a alegoria iludida num final de dia.
Nem o mar de época revoltado,
Nem o céu estrelado e saciado,
Eu tenho a ver com tudo e, tudo não tem a ver com nada.
Sou eu a minha insónia,
O minha barca naufragada,
A minha noite e a lua iluminada.
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