Alvoraço-me
Em cada alvorada,
Alvoraço-me na manhã,
Desconhecedor da hora seguinte,
De toda a dor ou satisfação,
Que o dia me entregará.
Cada alvorada rompe-me,
Como a água que rasga à sua passagem,
As noites cambaleiam desnorteadas,
Como a passarada que se solta,
Em liberdade da minh´alma.
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