Filho de um deus secreto e selvagem II
Pertenço a um tempo que já passou,
Ou a um tempo que ainda não chegou?
Pertenço a um astro,
Um planeta,
Ou uma estrela,
Que ainda não passou,
Que se apagou,
Ou não me albergou?
Pertenço a um tempo que não tem lua que me ilumine,
A um sol que me acorda em cada manhã a que despertenço,
Filho de um deus secreto e selvagem,
Sem aragem que boline a vela da barcaça,
Que não deitei ao mar para ficar pelo caminho.
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