noite adentro
E nas noites em que a paixão me embarga a voz e me sinto ao alcance do um olhar?
E nas noites em que me sinto de alma nua à distância de um gesto?
E nas noites em que me sinto desconcertado?
E nas noites em que acho ridículo o meu sorriso e o meu estar?
Preciso somente que o meu olhar, gestos, e sorriso voltem à normalidade das madrugadas.
Apenas preciso sair dali e, por ali ficar.
Uma parte de mim vai.
Eu, como um todo, arrisco ficar, noite adentro.
Comentários
Postar um comentário