Despeço-me de mim que já ausente me sou

Despeço-me de mim que já ausente me sou,
Amortalhado ao que me sobra do olhar,
Espero fumo branco como escolha papal,
E três amigos revisitados,
Na sombra que reflecte no peito mais do que o sol,
Deixo os pinhais de cheiro adocicado da minha lembrança,
E na alvorada, parto,
Parto sem dor como a dádiva de vida no corpo de uma mulher mãe.


 



No céu, um arco íris rasga em celebração a vida, a chegada, o encontro e a partida.


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