dissemelhante

Olhámos-nos e trocamos sorrisos sobre música,
Sentados sob o pó do chão.


 


Embriagámo-nos pelo cheiro em nosso redor,
Arriscámos ser amigos,


 



Depois, agora, já não nos vemos mais,
E quando nos cruzamos, somos apenas o tempo em que fomos amigos.


 


Construímos o tempo de ser,
E a vida fez-nos ser nós.


 


E sendo nós, dissemelhantes,
Já não somos mais, os dois rapazes sentados sob o chão de pó.


 


Um de nós deixou de o ser, sendo,
Afinal, não habitávamos as mesmas estrelas do imaginário.


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