festa do silêncio
É na festa do silêncio que por entre as persianas escuto a lua e revisito no meu peito amigos idos, amigos faustos.
É na festa do silêncio que ouço ecos e brados gloriosos, de tempos idos, de tempos afortunados.
É na festa do silêncio e no sossego do chão, que me prendem as raízes de vida ida, da vida bem-aventurada.
É no silêncio, sempre no silêncio, que escuto os mais estrondosos quadros da minha vida, desenhados com amigos no tempo presente, que o amarelecido papel falecido na velha gaveta não tem termo na validade, não tem prazo na recordação.
Comentários
Postar um comentário