Quando um nome já não se escreve
Quando um nome já não se escreve, soletra ou tatua e a serra se desvanece com o tempo, aguardo que a chuva caia em diluvio e lave esta estrada onde aguardo o caminho.
Penso num céu carregado de céu, e de estrelas inundadas de estrelas entre as serras, junto à lagoa que guarda os segredos aguardados pelas margens.
Quando um nome já não se escreve, o tempo é o amparo da recordação tatuada no peito, o tempo e o vento são o âmago do sentir.
As bebedeiras com que brindo são feitas de palavras e acordes, possuem quente a escaldar no olhar e ternura adocicada a chorar pelos lábios.
A estrada que me leva não tem caminho, o caminho que me traz não tem direcção. Nenhuma e ambas, são a composição do tempo esvaziado em mim.
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