Sou vida na minha vida
Afastado,
Verto lágrimas de Julho,
Invernosas de saudade.
A tua figura transfigurada,
Sinto-a no meu rosto,
Arredada de mim, em mim.
O sol,
Em sorrisos,
Tenta animar este pedaço esfarrapado,
Que sobra de mim,
De tudo o que resta em mim.
Esta madrugada,
Soube-me a vento rasgado,
E a solidão de esperança habitou-me,
Sei que o tempo e as estações,
Levarão o meu dilúvio.
Voltarei a sorrir,
Assim estes passos,
Sejam aguentados e andados,
Em tudo isto sou,
Em tudo isto estou.
Sou vida na minha vida.
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