Viver não é uma fatalidade

Somos apenas uma pequena parte do que poderíamos ser, uma parte mínima do tanto que poderíamos alcançar, um minúscula partícula do horizonte que o nosso olhar alcança. Não são os factos ou as circunstâncias que nos determinam. O que nos determina é a intuição que nos prende ou liberta, é esse o diagnóstico da vida, que só o saberemos correcto, após a profilaxia do mesmo.


 


A vida não tem acerto ou erro, mas possui apropriadas ou desadequadas posições, é esse o risco de viver, é esse igualmente o desafio de estar vivo. A possibilidade e a circunstância são conceitos filosóficos da nossa existência, é nelas que assentam a precaução da decisão. Não somos escolha ou método das circunstâncias, somos desafio não predestinado, somos o poder de alterar posições.


 



O risco, o prazer e a alegria de viver são meros degraus a subir nos dias de decisão, a tristeza é o dia de decidir não decidir.


 


Viver não é uma fatalidade, é a soberba obra prima de construir uma vida. Viver é aprender a voar.


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