Não é uma questão de genéro
... Um homem sem terra como eu, talvez. Um homem sem homem dentro.
Há homens sem homens dentro. Nunca tinha pensado nisto antes. Há homens sem homens dentro. Há homens sem homens por dentro. Há homens sem olhar dentro. Há homens sem mãos que se lhe apertem. Há homens sem peito que se lhe abrace. Há homens sem sentir que se lhe afague. Há homens sem braços que se lhe segurem. Há homens sem caminho.
É disso que vou fugir. De um homem sem caminho. Ha mulheres também. Não é uma questão de genéro. É uma questão de humanidade ...
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