O mar cheio de flores veio despedir-se no dia certo
O mar cheio de flores veio despedir-se no dia certo. O sal evapora nos meus olhos a cada vaga de despedida. Olho a terra. Decido as cinzas. Ficará a música que celebre a liberdade.
É nos versos do “meu menino é de oiro” que me quero despedir, e como num “sonho acordado”, dizer-te: “meu amor quando eu morrer veste a mais garrida saia, que eu vou morrer no mar alto e eu quero-te ver na praia”
O mar cheio de flores despediu-se no dia certo.
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