a 25 Abril de 2016
Outro Abril,
Parece-me menos Abril que o ultimo,
Menos ainda que o penúltimo,
O sonho já não explode no Maio maduro,
A liberdade já não passa por aqui,
Abril demissionário e divido,
Sem sabor e conquista,
Promessa que já não é promessa,
Povo que já não sai à rua num dia assim.
Resta-me sentir que tenho em mim todos os sonhos que Abril me deu,
Por teimosia, resisto à desistência de me render ao futuro que quero livre e igual.
Os cravos já não abundam no Abril de outrora por aí,
Continuo com Abril na alma,
Até existir primavera em Abril.
"não há machado que corte a raiz ao pensamento”.
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