árvores verdes entroncadas de chão
"... A madrugada trouxe-me a notícia em jeito de boa-nova. Envenenada. Breve. Adivinhada e sentida.
Farto de um querer tão farto, como farto de um não querer tão farto de sentir. A intuição nasceu-me com a vida.
Passeio-me pelas noites agraciadas de um ar quente, ouvindo este gemido de trompete. Desprover-me é, ter a audácia de perder para ganhar. É ter congruência, alma e fé.
A força do que acredito é inesgotável. Desacredito no encantamento de possuir. Encanto-me pelo desprendimento e a facilidade com que a lucidez me enlouquece.
Falo neste canto anónimo dos meus pensamentos peculiares, naturais e intrínsecos, que não são entendíveis na maior parte das vezes a ouvidos sãos. A loucura não é escutada nesta dança melodiosa de chilreares, abençoada pelas árvores verdes, entroncadas de chão..."
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