margem

Nenhuma margem se junta ao nosso amor,


Nem o silêncio irrompe madrugada adentro,


Nem tu sabes da existência da outra margem de mim,


Nem o rio sufoca com os meus desabafos,


Nem as aparências vacilam, apagam, ou se iluminam. 


 


Somente existe os meus sonhos como as ondas no mar,


Talvez algum delírio,


Com certeza algum fascínio,


As minhas mãos na minha viola,


Desesperadas por compor uma canção.

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