Sei que metade de mim é a minha outra metade

Não digo que o silêncio é de ouro ou é de prata,


Ou que o silêncio existe enquanto mata,


Ou se com ele vivo livre amordaçado.


 


Reconheço a libertação do reencontro,


A possibilidade de doar ou até matar,


Sei que metade de mim é a minha outra metade.


 


Sei que em metade de silêncio me castro e liberto,


Sei que nas manhãs perfumadas dos restos de noite de lua cheia,


Acordo do resquício avassalador que sobra de mim encontrado.

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