Sei que rejuvenesço qual Fênix das minhas próprias cinzas
Sedento de me madrugar neste hemisfério,
de chocar contra mim próprio,
cruzar-me comigo por aí e trazer-me de volta,
debruçar-me à janela da minha alma e ver-me regressar,
estafado,
com o olhar de brilho vivo e esperançado,
não baçento de cinza esverdeada e sem expressão,
sem culpa por cumprir ou pecado por confessar,
limpo,
afinal sempre soube o caminho
sempre soube o erro da escolha,
a cada instante,
sabia-o, sentia-o,
a compaixão tortura-me agora com a certeza da pobreza da humanidade
Abraço-me.
Sei que rejuvenesço qual Fênix das minhas próprias cinzas.
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