Texto de 1986 depois de uma noite em branco
Texto de 1986 depois de uma noite em branco
Li isto recentemente - "encentivoute" - lindo, palavra adoravél, muito bom, e não é escrita inteligente, é da outra (da menos inteligente não sei que nome dar).
É como ouvir marilyn manson numa "danceteria". Até tem a ver. (já vi e ouvi marilyn mason quando me drogava :-) não é uma critica é uma constatação irónica e divertida)
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.
Ontem gostei de uma autor, afinal já não gostei, gosto de outro, depois de um musico, depois de outro, depois, depois, depois, sempre depois e como não gosto de nada, gosto do que acho que os outros gostem que eu gosto, e saltito assim de nenufar em nenufar como se fosse um elefante num ginásio da moda.
Valia mais mais gostar do que gosto, assumir, empinar o nariz e depois, qual é o problema, o assunto ficava resolvido, não me trocava, não me baralhava e evitava prostituir-me intelectualmente também, e pronto,
As coisas são como são, quem vai vai, quem está está.
(ah o texto não é de 1986 é mais recente, nao me "alembro" da data)
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
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