Invento todos os dias o mundo

Invento todos os dias o mundo. Reinvento as horas, sonho a cada minuto e em todas as luas novas alcanço. Alcanço de mãos dadas, o outro par de mãos alcançado. Desfaço a minha solidão em ti, e tu, dás-me em cada sorriso o alento que o mar promulga.


 


O amor não se escolhe, encontra-se no sossego da não procura. Já a amizade constrói-se, acumula-se, cimenta-se. A amizade é velha e tem história. O amor é sempre novo, inquieto, invadido em nós por uma terceira entidade, fermento individual de duas outras almas. O amor não tem carne, tem o desejo carnal da fusão de corpos reagentes à querença. Tem a lua nova em cada quarto de lua, no sonho alcançado nas mãos que desfazem a solidão.


 


 

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