Fiz nada
" ... Sobravam apenas os dias já que as noites saltavam insensatas e desadormecidas, restava apenas uma réstia de vida como os dias que sobravam e uma certeza de morte como as noites acordadas de sono.
Faltavam amigos como o que faltava de dia, noite, vida e morte.
Faltava-me eu.
Tudo regressou sem que eu me apercebesse que tudo me estava a ser devolvido.
Fiz pouco. Muito pouco para além de deixar que fizessem por mim: - dia, noite, vida e amor -
Deixei que me matassem a morte e me abraçassem de vida.
Fiz pouco, mas
deixei que vocês fizessem muito, deixei que vocês fizessem tudo.
Foi noutro século, noutro milênio e tem dias (todos os dias), em que preciso de me lembrar para me desentristecer.
Que preciso de me lembrar para agradecer.
Que preciso de lembrar para me alegrar... "
Comentários
Postar um comentário