Fogo das marés
Inocência desfraldada como uma barca na maré,
Creio num peito que não o meu,
Num exercício cego de me dar,
Acreditando no vento que sopra sem aviso,
No sentir descompassado,sério e louco,
Deste meu peito turvado de consciência ausente,
Porque o amor não sente lúcida a razão,
Porque o amor vive somente do fogo desfraldado do vento e das marés.
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