menos imperfeito, longe da perfeição.
Já não existe mais mundo ou pessoas por dilacerar o que sinto. Já não há hipérboles ou figura de estilo que se afeiçoem ao pranto de felicidade que choro. Não recordo este choro de felicidade, este sorriso choroso que quero dividir. O meu corpo não reconhece estas lágrimas dessalinizadas, o sabor que o teu cheiro verte enfeitando a minha pele de luz.
Já não recordo, lembro ou conheço, este baloiço onde feliz me embalo e este céu que alcanço livre, de cada vez que ensanguentado me descubro imperfeito. Agradeço a evolutiva dádiva de recuperar, mudar, fazer. Agradeço a descoberta de ser. Agradeço a compreensão de me saber um homem pecador e convertido, um homem de caminhos mais abrangentes do que afunilados.
Inimigo da perfeição narcísica, rogo por manter a paz da imperfeição, a caminho da essência de ser menos imperfeito e longe da perfeição.
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