O teu nome de tanto escrever já pertence ao teu nome

Já não escrevo o teu nome num papel,


Agora são símbolos,


Já nem escrevo letras,


Agora são teclas e,


tudo junto pode não ser o teu nome,


Abro antigas gavetas inundadas de pó,


e aí sim,


o teu nome está empalidecido e escrito com letras,


mãos, lápis,


e linhas sumidas de uma folha que tem história e,


não se apaga carregando numa tecla de um écran.


 


O teu nome de tanto escrever já pertence ao teu nome.


 

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