oportunidade III
“ … Não. Não vou dizer que sim. Não vou dizer o que sinto, nem apresentar-te a minha a solidão. É minha. Não é divisível. Nem eu a quero dividir com ninguém, tamanha é a oportunidade.
Não. Não vou dizer que não. Não vou dizer que não, nem apresentar-te a minha insularidade, o meu desejo de mim, quase uma egomaníaca forma de ser, onde habitam a liberdade e a prisão na mesma cela, o amor e o desamor no mesmo quarto, a alegria e a tristeza no mesmo peito.
Sentindo tudo isto tão intenso e tendo a saudade como mãe,
não te apresentarei a minha solidão,
não te direi que sim,
nem que não,
mesmo que me ajuízes como um espírito sem alma,
ou um corpo sem juízo,
mesmo que o teu entendimento não seja coerente,
e aches esquizofrénico o meu sentir,
dar-te-ei apenas as minhas mãos quando precisares de alento,
à parte disso,
resignar-me-ei a esta dolosa forma de alegria,
e a esta alegre tristeza da solidão …”
Não. Não vou dizer que não. Não vou dizer que não, nem apresentar-te a minha insularidade, o meu desejo de mim, quase uma egomaníaca forma de ser, onde habitam a liberdade e a prisão na mesma cela, o amor e o desamor no mesmo quarto, a alegria e a tristeza no mesmo peito.
Sentindo tudo isto tão intenso e tendo a saudade como mãe,
não te apresentarei a minha solidão,
não te direi que sim,
nem que não,
mesmo que me ajuízes como um espírito sem alma,
ou um corpo sem juízo,
mesmo que o teu entendimento não seja coerente,
e aches esquizofrénico o meu sentir,
dar-te-ei apenas as minhas mãos quando precisares de alento,
à parte disso,
resignar-me-ei a esta dolosa forma de alegria,
e a esta alegre tristeza da solidão …”
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