Dedos e mãos

"... era mais do que madrugada. Era o inverno rugindo em clarão. Era a esperança adiada. Era saber-te em viagem desregressada. Era ssber-te sem destino, que o destino não fora afinal aquela terra ajuntada de mar.


 


Foi não saber mais a quem doar a minha miséria transformada do amor. Foi não ter a quem depositar estes meus sonhos que levaste. Foi não acreditar mais nas entranhas feridas que arrisquei mostrar-te.


 


É estar por aqui a escutar o vento e não crer no perfume do pinhal que se solta nestas horas, em que somente o medo me aconchega a saudade das madrugadas em que sabia que os teus dedos seriam as mãos que se dariam às minhas mãos de dedos..."

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