al berto a 11 janeiro
Tudo está entretanto e novamente a ser como se não tivesse existido agosto ou dezembro. Tudo está como deve estar em janeiro. Não é o mês. Não é o dia. Não é o ano. Não é alguém. Não é ninguém. É de mim. Sou eu.
Janeiro é como numa recta interminável sem linha do horizonte. É com se a lua fosse cheia trinta e um dias ou mais. É como se a noite e o dia, a madrugada e o pôr-do-sol, não tivessem que se esconder ou mostrar, como se não houvesse vida ou morte. Esperança ou medo.
Não é o mês. Sou eu.
Sou eu sempre. Sempre. Eu.
É em mim que habita o que me invade e tolero, o que escolho e intuo. É a mim que se atraca esta intuitiva forma de ser.
Sou eu.Sempre. Eu.
somos sempre nós :)
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