Mais mar do que medo
"... Não.
Como posso sentir o que não semeaste nesta agonia escanzelada e vil que não é senão e somente um espírito alucinado sem razão ou pertença, uma delirante fantasia procriada neste avassalador sentir que nego.
Ontem, o céu acobardou-se em mim, achou-me um bom cúmplice para desabar em trovoada.
Adormeci no último relâmpago que escutei, morto no frio que se sepultou no meu peito.
Acordo agora neste despertar em que a luz do sorriso me empurra para norte, onde a falésia amante do mar me espera recatada.
Há mais mar do que medo.
Há menos medo do que mar ..."
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