Outro dia
Um trompete gemido de Beirute em silvo estridente , acaricia o meu silêncio de início de dia.
As minhas mãos, mar de mim, são a descansada angústia, solta por instantes, ao regresso das noites de dezembro.
Ao longe, uma eternidade de sonhos decidem qual deles sobreviverá.
Eu, embebedado de ilusão, rumo a norte, descrendo na sorte que a manhã teima em me doar.
Outro dia.
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