Que o céu desça tanto que lhe toque com os dedos

Que o céu desça tanto que lhe toque com os dedos,


o mar seja a rua onde vivo,


e sempre seja verdade as palavras que me ofertam,


e não se transformem de arbítrio aniquilado,


não sejam vestes de actor,


representação de vontade,


e não amor,


como antes sublinhado.


 


Que o céu e os mares desçam e transbordem, 


sem que a gente se transforme assim,


como o dia,


como antes


como a noite, 


como agora.

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