Sei que o tempo abonará
As minhas mãos curvam-se como as sílabas que roufenho arquitecto.
Choro lágrimas secretas e invisíveis.
Molho de lágrimas as letras do que escrevo.
Aflito cravo um aí num vernáculo desabafado.
Dói me o peito de segredo e desilusão.
Tenho um sonho, vários sonhos, um maior que os outros todos.
Sei que o tempo abonará.
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