liberdade VIII
náo é impossivel a liberdade,
nem a voz com que declamo o poema que me jorra no sangue em cada dia ser calada,
o que nao é possivel são amarras que me dão para eu me amarrar,
porque correntes são as marés alvoraçadas,
é o mar desalinhado como a minha pele que se arrepia,
quando me tentam calar a liberdade.
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