Noite de culpa e sexo
Por vezes as noites carregam tanta culpa, que o sono é invadido por uma espécie de perdão que não tem forma, conteúdo ou percepção.
Vem numa forma disforme, sem rosto ou razão, sem que se consiga perceber a espécie de incesto obcecado que é ter sexo proibitivo, neste caso comigo mesmo. Ou seja, não se tem sexo com pais, irmãos, avós e connosco mesmo, a não ser no acto de elevação e masturbativo do mesmo. Nao é o caso.
É mais ou menos uma sensação de me foder a mim próprio, declinando convite terceiro para me agonizar nesta evasão de sono, numa noite em que tinha tudo para dar certo.
Estas noites adoecem-me. Contrário que sou ao uso e abuso de uma pílula qualquer que me adormeceria em segundos, invade-me uma espécie de perdão que não tem forma, a que eu chamo culpa.
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