Sei que não
Sei que não.
Mesmo que me digas que sim eu sei que não. Sei que não te feri ou desiludi. Sei que não se faz isso a quem o faz a si mesmo com competência.
Sei isso pelo meu próprio corpo. Pelo meu próprio choro e sorriso. Sei isso por ser tão ferido e desiludido. Sempre o fiz tão bem, sem precisar de ajuda ou outro alguém que não eu, para o fazer.
O meu amigo, sem palavras, expressão ou indignação, fazia desenhos na terra com um caule de uma flor apanhada ali mesmo junto a mim.
Desenhou uma lágrima seca.
Estava bonita.
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