Flor rasa

Quando acordo e percebo que afinal os meus dedos já não recordam os teus, e a saudade afinal nunca existiu nas palavras que me disseste, ruidas e infundamentadas, apenas confirmo o que te adiantei de cada vez que discordaste do meu amor.


Hoje, as fotos que guardava ganharam o rosto que escondeste.


Passei a ver-te e, és afinal o que sempre vi, és a flor que deixaste morrer. 


 


 

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