A gente vai continuar
Canto uma cantiga antiga que diz: - a gente vai continuar - e, andando de canção em canção, percorro a saudade desordenada dos teus cabelos, na lembrança do perfume da tua pele.
Revejo a madrugada do rio que nasce e fumega, e o frio que agasalha as nossas peles nuas nos bancos quentes do namoro no nosso carro.
Recordo a serra em cada curva do regresso a casa, e os mil pensamentos castrados na torre geométrica do castelo que nos acolhia.
Recordo a cantiga, a canção e o embalo desenhado no: - enquanto houver ventos e mar -
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