2112
a chuva de ontem,
nem tanto,
a da tarde de à pouco,
já não molha,
nem o chão já seco,
aquece as palavras ferozes,
de um mundo procurado,
não encontrado,
sem que a culpa seja do universo,
sem que a vida seja a chuva,
que tornou o amor infértil.
a chuva de ontem,
nem tanto,
a da tarde de à pouco,
já não molha,
nem o chão já seco,
aquece as palavras ferozes,
de um mundo procurado,
não encontrado,
sem que a culpa seja do universo,
sem que a vida seja a chuva,
que tornou o amor infértil.
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