opacidade
"... formas opacas, o sombreado nas nuvens quando se atravessam ao sol. Vejo-a chegar, aproximar-se e seguir. A sombra.
Nunca me soube bem ter só o sol. Nunca desejei ter só a chuva. Sempre me quis a mim e a alguém que conversasse sobre sombra, acerca do sol. Das nuvens. Do caminho. O que está dentro de mim, sempre foi meu desejo que fosse igual fora de mim. Que alguém o aproveitasse.
Apetece-me café. Está longe. Adio. Bebo talvez lá para o final do dia com a geada. Vou ligar ao João talvez me abrace que eu preciso. Não, lá para o final do dia com o nevoeiro procuro-o.
É sempre no final do dia, o inicio da minha existência. Formas opacas, sombreiam a noite quando as nuvens se atravessam ao luar. As arvores mudam-se de lugar para de manhã parecerem imóveis outra vez.
Opacidades…”
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